Até pouco tempo atrás, toda medicina era padronizada, como se todos nós fossemos iguais e baseava-se na análise da saúde momentânea do paciente através dos exames laboratoriais e a prescrição de remédios padronizados baseados nas evidências já encontradas. Pelo desconhecimento, éramos vítimas das informações contidas nosso código genético DNA da hipertensão, diabetes etc e aguardávamos a manifestações das mesmas sem a possibilidade de intervir. Em 2003 com o Projeto Genoma, foi descoberto que nosso DNA bagagem genética, pode ou não se manifestar de acordo com a nossa exposição aos chamados fatores positivos e negativos individuais (epigenetica), ou seja, mesmo que uma pessoa tenha o gen da diabetes familiar, se ela evitar os fatores que para ela estimulem este gen e preferir os seus fatores protetores, além deste gen nunca se manifestar naquela pessoa, ela pode passar esta informação genética mais fortalecida ao seu bebê, diminuíndo exponencialmente a tendência dele e das gerações futuras manifestarem por exemplo o gen do diabetes. É a medicina individualizada.
Hoje sabemos que os fatores positivos e negativos são alimentares. Não existe um padrão alimentar único para todos, ou seja, um alimento que para um é um fator positivo, prevenindo uma predisposição genética a uma doença, para outra pessoa pode ser um fator negativo, desencadeando a manifestação genética de outra doença. Há menos de 3 anos, na Europa, foi desenvolvido um método de análise do padrão genético através do exame de uma amostra de células retiradas da mucosa bucal do paciente. Esta amostra permite a análise do perfil nutricional ideal para cada tipo de pessoa (alimentos a serem evitados e preferidos) além da determinação das predisposições genéticas ás patologias os polimorfismos genéticos permitindo que o paciente se trate precocemente com suplementos e alimentos específicos além da determinação das principais intolerâncias alimentares que a pessoa pode vir a manifestar no decorrer da vida. É o Perfil Genético Alimentar.

A importância do diagnostico precoce principalmente na gestante é a correlação de algumas doenças congênitas como o Autismo, com a intolerância alimentar materna a alguns alimentos como o glúten. Estudos publicados por pesquisadores dinamarqueses na edição de julho da revista Pediatrics, os bebês de mães portadoras de doenças auto-imunes como diabetes tipo 1, artrite reumatoide e doença celíaca relacionadas com a ingestão de glúten - tem um risco até 3 vezes maior de serem autistas. Outros polimorfismo genéticos como a submetilação, determinam a incapacidade de transformar algumas vitaminas, dentre elas o Ácido fólico, essencial para a formação do tubo neural da criança em metil folato, favorecendo o surgimento de malformações como lábio leporino, fenda palatina e meningomielocele. Hoje tudo isso pode ser prevenido precocemente através da determinação do perfil genético materno e a ministração da forma ativa da vitamina. A indicação de um perfil alimentar e a suplementação adequada, alem de promover uma melhora da saúde global da gestante e do bebê, permitindo que a gestação transcorra de maneira saudável tanto por dentro na saúde interna de todos os órgãos, quanto na saúde externa representada pela vitalidade e beleza da pele, cabelos e unhas.

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